Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens

domingo, 21 de março de 2021

Dia Mundial da Poesia

 


Para ver e ouvir POESIA, no YouTube, canal da RTP.

  

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Dia Mundial da Criança


Hoje é Dia da Criança


Hoje é Dia da Criança
e eu quero dar-te a Lua.
Mas há meninos sem nada
que dormem sós numa rua.

Hoje é Dia da Criança,
na aula lês teus direitos.
Mas há meninos nas obras,
a mando de alguns sujeitos.

Hoje é Dia da Criança
saboreias chocolate.
Mas há meninos raptados
que sonham com o resgate.

Hoje é Dia da Criança
em todo o Planeta Terra.
Mas há meninos que morrem
em combates, numa guerra.

Hoje é Dia da Criança,
tu brincas, cantas, sorris.
Um dia, cada criança
como tu será feliz.


Luísa Ducla Soares in O Livro das Datas







                                                                    

terça-feira, 26 de março de 2019

Dia Mundial da Poesia

Na Biblioteca da Escola General Humberto Delgado comemorou-se o Dia Mundial da Poesia, no dia 21 de março, com duas exposições:





- Uma exposição contou com a participação dos alunos do 2º e 3º ciclos, com uma poesia por eles escolhida, com a colaboração da família ou da sua autoria.









- Outra exposição foi a divulgação de alguns dos muitos livros de poesia existentes no espólio da biblioteca.

quinta-feira, 22 de março de 2018

terça-feira, 20 de março de 2018

Dia Mundial da Poesia

No dia 21 de março comemora-se o Dia Mundial da Poesia.

Aqui fica um curto vídeo com poemas de autores portugueses (e não só).



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Aniversário

Na Biblioteca da Escola General Humberto Delgado comemorámos mais um aniversário

Luís de Camões

É considerado o poeta da nacionalidade, através da epopeia moderna Os Lusíadas.

A sua vida foi muito atribulada e pouco se conhece dela. Assim, supomos que nasceu a 4 de Fevereiro de 1525.

Estudou em Coimbra, combateu no norte de África, onde perdeu o olho direito e esteve cerca de 15 anos no Oriente, especialmente, entre a Índia e Macau.

Após o seu regresso a Lisboa, frequentou o Paço, mas viveu com dificuldades, de uma pensão régia exígua, não vendo reconhecido o seu mérito.

Cultivou também o teatro, mas afirma-se sobretudo na poesia lírica (Rimas), com grande variedade de géneros: sonetos, canções, éclogas, redondilhas, etc..


Após a sua morte, 10 de junho de 1580, é que a sua reputação como grande poeta se firma e não cessa de aumentar, sobretudo depois da perda da independência, cujo sentimento a sua epopeia intensifica.


sábado, 13 de junho de 2009

Nos 121 anos de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa nasceu no dia 13 de Junho de 1888, em Lisboa, no dia em que se comemora Santo António, tendo o poeta ficado com o nome do santo: Fernando António Nogueira Pessoa.

O seu génio literário, somente reconhecido muitos anos após a sua morte, em 1935, é hoje universal.

Para além dos muitos poemas que escreveu com o seu nome, deixou-nos algumas personalidades literárias, os seus heterónimos, de que merecem destaque Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares, entre muitos outros.

Aqui deixamos um poema de Álvaro de Campos, sobre o dia dos seus anos.





ANIVERSÁRIO


No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.


No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,
com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...


Álvaro de Campos, 15-10-1929

domingo, 22 de março de 2009

Um poema, pelo dia da poesia

Haverá ainda quem chore
todos os dias prantos antigos,
coitas de amor como há anos infindos?
Haverá quem saiba sequer
se as lágrimas sabem ao mesmo,
se há tristezas maiores
do que as que outrora feriam
os que aqui desamor viveram?
Todos os dias acordo contigo
e no teu rosto repouso os meus olhos,
e sei que haverá dias de ti sem mim
como nunca os houve assim.

Por Rezendes