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sábado, 25 de abril de 2020

25 de abril de 1974 - A Revolução

 
Uma das páginas da Internet a visitar neste como em outros dias é o da Associação 25 de abril, que contém diversas documentos, bem como um esquema das operações militares que decorreram no país, e um arquivo histórico com imensa documentação sobre os acontecimentos desse dia.

 

Rádio Clube Português
O Primeiro Comunicado do M.F.A. por Joaquim Furtado


Revolução dos Cravos: 25 de Abril 1974
Noticiários da RTP


Filme completo SIC: A hora da liberdade
  
  
Portugal 74-75 - O retrato do 25 de Abril
  
  
As Armas e o Povo, 1975 (retrata o período
entre os dias 25 de Abril de 1974 e o Primeiro de Maio)
   
   

sexta-feira, 24 de abril de 2020

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Ainda no Dia Mundial do Livro



   
  
  

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

 
Neste dia tão especial, aqui ficam alguns vídeos sobre os livros, aqueles que já lemos, aqueles que esperam pela nossa leitura, os que ainda havemos de ler, e os que porventura nunca leremos, e que tantas e tantas coisas fantásticas têm para nos dizer.
 
Boas leituras.
     
  
  
  
   
  
  
  
   

quarta-feira, 22 de abril de 2020

A Terra... quando se vê mais livre dos humanos...


   
  


   
 



  
  
 


Dia Internacional do Planeta Terra - 22 de abril


Dia da Terra 2020


No Dia da Terra, o Secretário-Geral da ONU
propõe seis ações-chave para evitar "ruptura climática"


Planeta Terra - O nosso lar


A formação do Planeta Terra


Terra, bola azul - Música infantil sobre sustentabilidade,
por Marcelo Serralva



sábado, 18 de abril de 2020

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

  


Hoje comemora-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, tendo a Direcção-Geral do Património Cultural criado uma página onde se pode aceder a visitas virtuais aos lugares, a exposições, havendo até algumas atividades que podem ser realizadas.

É uma sugestão para passar algum tempo a ver o que o nosso país tem para oferecer e sonhar com melhores tempos, em que se poderá visitar fisicamente o que agora não é possível.
  

sábado, 21 de março de 2020

Poesia falada


Tabacaria, Álvaro de Campos - por Mário Viegas




[Quando vier a primavera,], Alberto Caeiro - Pedro Lamares





[Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,], Luís de Camões - Ana Deus




E POR VEZES, David Mourão-Ferreira - Teresa Coutinho




UMA PEQUENINA LUZ, Jorge de Sena - Samuel Úria





 PASTELARIA, Mário de Cesariny - Sir Scratch




O PORTUGAL FUTURO, Ruy Belo - Lula Pena





MEDITAÇÃO DO DUQUE DE GÂNDIA, Sophia de Mello Breyner Andresen - Rita Loureiro





AS PALAVRAS INTERDITAS, Eugénio de Andrade - Margarida Carvalho






MÃEZINHA, António Gedeão - Rute Miranda





O SENTIMENTO DE UM OCIDENTAL, Cesário Verde - Maria Santos Silva




PORTUGAL, Alexandre O'Neill - Maria José Marques


Dia da Poesia - Porque é preciso não esquecer


ARRE, que tanto é muito pouco!

ARRE, que tanto é muito pouco!
Arre, que tanta besta é muito pouca gente!
Arre, que o Portugal que se vê é só isto!
Deixem ver o Portugal que não deixam ver!
Deixem que se veja, que esse é que é Portugal!
Ponto.

Agora começa o Manifesto:
Arre!
Arre!
Oiçam bem:
ARRRRRE!

Álvaro de Campos
(Fernando Pessoa)



TELEFONEMA

Telefonaram-lhe para casa e
perguntaram-lhe se estava em
casa.

Foi então que deu pelo facto.
Realmente tinha morrido havia já
dezassete dias.

Por vezes as perguntas estúpidas são de extrema utilidade.

Mário Henrique Leiria



FALA

Fala a sério e fala no gozo 
Fa-la p'la calada e fala claro 
Fala deveras saboroso 
Fala barato e fala caro
Fala ao ouvido fala ao coração 
Falinhas mansas ou palavrão
Fala a miúda mas fala bem 
Fala ao teu pai mas ouve a tua mãe
Fala franciú fala béu-béu
Fala fininho e fala grosso 
Desentulha a garganta levanta o pescoço
Fala como se falar fosse andar 
Fala com elegância muita e devagar.

Alexandre O’Neill



TERROR DE TE AMAR

Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo 

Mal de te amar neste lugar de imperfeição 
Onde tudo nos quebra e emudece 
Onde tudo nos mente e nos separa. 

Que nenhuma estrela queime o teu perfil 
Que nenhum deus se lembre do teu nome 
Que nem o vento passe onde tu passas. 

Para ti eu criarei um dia puro 
Livre como o vento e repetido 
Como o florir das ondas ordenadas.

Sophia de Mello Breyner



RIFÃO QUOTIDIANO

Uma nêspera
 estava na cama
 deitada
 muito calada
 a ver
 o que acontecia
 chegou a Velha
 e disse
 olha uma nêspera
 e zás comeu-a
 é o que acontece
 às nêsperas
 que ficam deitadas
 caladas
 a esperar
 o que acontece

Mário Henrique Leiria



ESCREVIAS PELA NOITE FORA

Escrevias pela noite fora. Olhava-te, olhava 
o que ia ficando nas pausas entre cada 
sorriso. Por ti mudei a razão das coisas,
faz de conta que não sei as coisas que não queres 
que saiba, acabei por te pensar com crianças 
à volta. Agora há prédios onde havia
laranjeiras e romãs no chão e as palavras 
nem o sabem dizer, apenas apontam a rua 
que foi comum, o quarto estreito. Um livro 
é suficiente neste passeio. Quando não escreves 
estás a ler e ao lado das árvores o silêncio 
é maior. Decerto te digo o que penso
baixando a cabeça e tu respondes sempre
com a cabeça inclinada e o fumo suspenso
no ar. As verdades nunca se disseram. Queria 
prender-te, tornar a perder-te, achar-te 
assim por acaso no meu dia livre a meio
da semana. Mantêm-se as causas iguais 
das pequenas alegrias, longe da alegria, a rotina 
dos sorrisos vem de nenhum vício. Este abandono 
custa. Porque estou contigo e me deixas
a tua imagem passa pelas noites sem sono,
está aqui a cadeira em que te sentaste 
a escrever lendo. Pudesse eu propor-te 
vida menos igual, outras iguais obrigações. 
Havias de rir, sair à rua, comprar o jornal. 

Helder Moura Pereira



QUADRAS

A abanar o fogareiro
Ela corou do calor.
Ah, quem a fará corar
De um outro modo melhor!


A caixa que não tem tampa
Fica sempre destapada
Dá-me um sorriso dos teus
Porque não quero mais nada.


A laranja que escolheste
Não era a melhor que havia.
Também o amor que me deste
Qualquer outra mo daria.


A luva que retiraste
Deixou livre a tua mão.
Foi com ela que tocaste,
Sem tocar, meu coração.


A tua boca de riso
Parece olhar para a gente
Com um olhar que é preciso
Para saber que se sente.


A vida é pouco aos bocados.
O amor é vida a sonhar.
Olho para ambos os lados
E ninguém me vem falar.


O guardanapo dobrado
Quer dizer que se não volta.
Tenho o coração atado:
Vê se a tua mão mo solta.


Adivinhei o que pensas
Só por saber que não era
Qualquer das coisas imensas
Que a minh'alma sempre espera.


Andei sozinho na praia
Andei na praia a pensar
No jeito da tua saia
Quando lá estiveste a andar.


Bailaste de noite ao som
De uma música estragada.
Bailar assim só é bom
Quando a alegria é de nada.


Olhas para mim às vezes
Como quem sabe quem sou.
Depois passam dias, meses,
Sem que vás por onde vou.


O teu cabelo cortado
A maneira de rapaz
Não deixa justificado
Aquele amor que me faz.


Comes melão às dentadas
Porque assim não deve ser.
Não sei se essas gargalhadas
Me fazem rir ou sofrer.


Compreender um ao outro
É um jogo complicado.
Pois quem engana não sabe
Se não estava enganado.


Por muito que pense e pense
No que nunca me disseste,
Teu silêncio não convence.
Faltaste quando vieste.


Ouves-me sem me entender.
Sorris sem ser porque falo.
É assim muita mulher.
Mas nem por isso me calo.


Depois do dia vem noite,
Depois da noite vem dia
E depois de ter saudades
Vêm as saudades que havia.


Quando vieste da festa,
Vinhas cansada e contente.
A minha pergunta é esta.
Foi da festa ou foi da gente?


Dei-lhe um beijo ao pé da boca
Por a boca se esquivar.
A ideia talvez foi louca,
O mal foi não acertar.


Quando ao domingo passeias
Levas um vestido claro.
Não é o que te conheço
Mas é em ti que reparo.


Quando eu era pequenino
Cantavam para eu dormir.
Foram-se o canto e o menino.
Sorri-me para eu sentir!


Tenho vontade de ver-te
Mas não sei como acertar.
Passeias onde não ando,
Andas sem eu te encontrar.


Era já de madrugada
E eu acordei sem razão,
Senti a vida pesada.
Pesado era o coração.

Fernando Pessoa

domingo, 18 de novembro de 2018

terça-feira, 20 de março de 2018

Dia Mundial da Poesia



 

Na Biblioteca da Escola 2,3 General Humberto Delgado realiza-se um concurso para assinalar o Dia Mundial da Poesia - dia 21 de março.




Decorre durante esta semana um Concurso  para premiar a melhor quadra que inclua a palavra biblioteca.



O concurso destina-se aos alunos da E2,3GHD e está previsto um prémio para o mais criativo.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher

No dia 8 de março celebra-se, em todo o mundo, o Dia Internacional da Mulher, chamando-se a atenção para a igualdade de direitos e de salário, para o reconhecimento do papel da Mulher na sociedade e para a distribuição igualitária das tarefas domésticas.


Em todos estes aspetos, mesmo em grande parte das sociedades ocidentais, há muito caminho a percorrer.


E vale a pena lembrarmo-nos disso.

Mas porque se celebra neste dia?

Neste mesmo dia 8 de março, em 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas.

Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como “Dia Internacional da Mulher”.

De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.

Referência bibliográfica: http://www.eidh.eu/magazine/8-de-marco-dia-internacional-da-mulher-2/ (visitado em 08.03.2018)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Dia de São Valentim - na biblioteca


Dia de São Valentim

Este dia é normalmente associado ao Dia dos Namorados.
 
A lenda relativa a São Valentim refere que, por alturas do séc. III, o Imperador Cláudio II, querendo formar um poderoso exército romano, decidiu proibir temporariamente a celebração de casamentos para garantir que os jovens se concentrassem mais facilmente na guerra e na vida militar.

Contudo, o bispo Valentim contrariou as ordens e continuou a celebrar casamentos, agora na clandestinidade. O desafio à vontade do Imperador levou a que Valentim acabasse preso e condenado à morte.

Até à sua execução, foi recebendo flores e bilhetes (o que explica a troca de postais, cartas e presentes, hoje em dia) enviados por anónimos como demonstração de apoio e consideração pela sua conduta.
 
A filha do carcereiro de Valentim, que era cega, movida pela curiosidade, terá pedido para o visitar no cárcere e, mal se aproximou dele, recuperou a visão. Ambos se apaixonaram um pelo outro. Numa carta escrita à sua amada, o bispo ter-se-á despedido com a expressão “do seu Valentim”, que ainda é usada na língua inglesa (“valentine“) para designar namorado.

Mas esta história não tem final feliz: ainda segundo a lenda, a ordem de execução dada por Cláudio foi cumprida e Valentim acabaria por ser decapitado no dia 14 de fevereiro de finais dos anos 200 (séc. III).

Devido à indefinição e à falta de factos históricos comprovados para além de qualquer dúvida, a Igreja Católica não celebra oficialmente esta data. Não é por isso, no entanto, que o Dia de São Valentim, dia dos namorados, 14 de fevereiro, deixa de ser festejado em todo o mundo, tendo passado a fazer parte das tradições nacionais. Assim sucede há séculos – em Portugal, por exemplo.

Adaptado de: http://ensina.rtp.pt/atualidade/dia-dos-namorados-uma-lenda-com-tradicao/